Segue um texto que me lembrou um ensinamento de um professor de Química, sobre a "mémoria do cheiro", que dizia que quando sentimos um cheiro, pode se passar muito tempo, mas a memória nos remete ao exato momento ao qual ele foi sentido pela última vez. Coisa boa é cheiro de grama cortada, de terra molhada, de flor de laranjeira, enfim, cada um tem a sua lembrança. Boa leitura!
"Um cheiro pode trazer uma enxurrada de lembranças, influenciar o humor das pessoas e afetar seu desempenho no trabalho.
Como o bulbo olfativo é parte do sistema límbico cerebral, uma área tão associada com a memória que é muitas vezes chamada de "cérebro emocional", o olfato pode trazer à tona lembranças e respostas poderosas quase que instantaneamente.
Quando você sente um cheiro pela primeira vez, você o liga a um evento, uma pessoa, uma coisa, ou a um momento. Seu cérebro produz uma ligação entre o cheiro e a memória.
Quando você encontra o mesmo cheiro de novo, a ligação já está lá, pronta para produzir uma memória ou um humor.
Como encontramos a maioria dos novos odores na juventude, cheiros geralmente remetem a memórias de infância. Mas, na verdade, começamos a criar associações entre cheiros e emoções antes mesmo de nascer. Bebês expostos ao álcool, à fumaça de cigarro, ou alho ainda dentro do útero, mostram uma preferência por estes cheiros. Para eles, os cheiros que podem desagradar outros bebês parecem normais ou até mesmo confortantes. E é por isso que em parte nem todos gostam dos mesmos cheiros".
Fonte: Sarah Dowdey - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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